Girolando OG
Uma obra de arte II
Última atualização em Sex, 06 de Abril de 2012 12:02
No fim de 2010, o Girolando OG apresentou a pequena Monalisa. Na época, estávamos empolgados e satisfeitos com o animal. Hoje em dia, nossos sentimentos com Monalisa são os mesmos e a esperança de se tratar de um grande animal está sendo comprovada a cada dia. Essa novilha parece ter mesmo incorporado toda a magia do nome que recebeu. A inspiração, como já dissemos, veio da pintura Mona Lisa, do magnífico Leonardo da Vinci. O quadro Mona Lisa, já com mais de 500 anos, permanece como fonte de entusiasmo aos mais diversos estudiosos e pesquisadores. Alguns fazem até uso de tecnologia de ponta a fim de decifrar quem a pintura representa na verdade e quais são as emoções e sensações presentes no rosto e no sorriso enigmático "da mulher". Não é por acaso que o Museu do Louvre, em Paris, recebe mais de 5,5 milhões de visitantes anualmente e não há um que não esteja interessado em admirar a pintura.
Pois bem, nossa obra de arte também inspira quem a conhece. Estamos falando de uma fêmea com uma estrutura admirável, uma caracterização racial divina e uma docilidade próxima a de um animal de estimação. Monalisa também mostra muita fertilidade, aos 16 meses apresentou prenhez positiva e tem previsão de parto para o fim de outubro, quando estará próxima de completar 26 meses. Mesmo sendo uma fêmea 1/4 HOL, Monalisa possui uma beleza refinada, é delicada e harmônica em suas formas.

A mãe de Monalisa, a excelente Potira Beta OG, já não se encontra conosco. A mesma foi distribuir sua genética e ajudar a desenvolver o girolando no estado do Mato Grasso com o amigo e criador Luciano Lacerda. Potira encerrou sua última lactação na Fazenda Santo Inácio com a marca de 10.346,69 kg. O pai, Vale Ouro TE Silvânia, segue produzindo filhas campeãs pelo território nacional. Esse reprodutor também tem outras excelentes filhas em nosso rebanho, em breve apresentaremos Olinda Vale Ouro OG, outra girolando 1/4 que é colossal.
Monalisa Potira Vale Ouro OG é símbolo da nova geração do rebanho e 2012 promete nascimentos com mais qualidade ainda, para quem sabe surgirem indivíduos com capacidade de se tornarem novas obras de arte.
Abraço aos amigos OG!
Integrar lavoura e pecuária
Última atualização em Dom, 25 de Março de 2012 22:16
Aqueles que estão envolvidos com a terra sabem que o agronegócio não é das áreas mais fáceis de atuar; dessa maneira, resultados positivos são alcançados de forma menos onerosa quando combinamos e usamos os fatores de produção mais intensamente, mas é claro de um jeito equilibrado e racional. Nesse contexto, o procedimento de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) encaixa-se perfeitamente. Essa tecnologia possibilita o uso intensivo e sustentado do solo por todos os meses do ano. A ideia é que as glebas de terras sejam utilizadas num dado momento por lavouras e em outro por pastagens.
Um dos pontos mais vantajosos desse processo de ILP reside no fato das lavouras deixarem nutrientes residuais que poderão ser usados pelas futuras pastagens, essas passam a produzir forragem em maior quantidade e qualidade. Tais forragens promovem uma reestruturação no ambiente de solo, aumentando o teor de matéria orgânica, fato que estimula a melhoria da produção das lavouras que vêm a seguir. Fica evidente o aumento da produtividade da área como um todo.

Existem várias modalidades dentro do sistema de ILP, na Fazenda Santo Inácio funciona da seguinte maneira: a Brachiaria é semeada junto com o milho, porém a semente é misturada com o adubo. Quando as plantas de Brachiaria emergem, o milho já se encontra num estágio de evolução que impede o pleno desenvolvimento da mesma. Ela permanece, todavia encontra-se em situação desfavorável. Vale dizer que se a Brachiaria começar a comprometer o milho, fazemos uso de uma aplicação de herbicida a fim de controlar a mesma, não matar. Quando o milho é ensilado, parte da Brachiaria vai junto. Após esse momento ela encontra condições para desenvolver-se bem e, então dá origem a um pasto de excelente qualidade. A pastagem permanece até o próximo plantio de milho, quando é dessecada e serve de cobertura para o solo.
Por fim, afirmamos que essa tecnologia pode modificar o perfil de uma propriedade, basta haver planejamento e avaliações das potencialidades e limitações dos recursos econômicos, humanos e do solo. Quando consolidada, a técnica gera um sistema com incremento em sustentabilidade; torna-se mais simples chegar ao êxito. Fica a dica!
Abraço aos leitores.
Girolando OG vs Mastite
Última atualização em Qui, 10 de Maio de 2012 23:13
A mastite é uma das principais doenças que acometem vacas leiteiras, trata-se de uma inflamação na glândula mamária. De maneira geral, a ocorrência da inflamação está relacionada à conexão entre o patógeno, o animal e o ambiente que os envolve, além do manejo aplicado pelo homem. Os efeitos econômicos negativos aparecem em decorrência do descarte do leite, queda na qualidade do mesmo e de seus derivados (observa-se teores reduzidos de açúcares, proteínas e minerais como lactose, caseína, gordura, cálcio, fósforo e um aumento de imunoglobulinas, cloretos e lipases, ficando o leite impossibilitado de ser consumido), descarte prematuro de animais por perdas de algum quarto mamário, aumento do custo de produção, ...
Vale lembrar que agressões físicas, térmicas e químicas também podem levar ao aparecimento da inflamação, todavia a principal causa é a agressão microbiana. Contra inimigos tão numerosos e eficientes, toda atitude é importante e deve-se ficar apegado aos detalhes. Manejo e instalação adequados, manutenção periódica dos equipamentos de ordenha, higienização dos equipamentos e do úbere, boa nutrição das vacas, descarte de vacas com mastite crônica e exames constantes de CCS coletivos e individuais são fundamentais.

Como observado, os atos preventivos são imprescindíveis. Dessa forma, a Fazenda Santo Inácio compartilha uma experiência que tem se mostrado muito eficaz, já adotada por muitos produtores, mas desconhecida por outros tantos. Todos os animais passam por um processo de secagem baseado no seguinte: as vacas são ordenhadas duas vezes ao dia até os 70-75 dias antes do parto, momento que passam para apenas uma ordenha. Faltando 60 dias para o próximo parto, a ordenha é interrompida. Nessa última ordenha cada quarto recebe uma dosagem do antibiótico devido (são várias as possibilidades no mercado). Caso o animal ainda esteja produzindo uma quantidade grande de leite que faça o úbere se mostrar muito distendido após a interrupção da ordenha, uma esgota é providenciada antes da aplicação do antibiótico. O uso de selantes ainda não é adotado pela fazenda, mas essa ferramenta já está sendo analisada.
Por fim, ressaltamos que a literatura que trata do assunto é ampla e cheia de informações preciosas. O proprietário deve estar sempre atento às novidades do mercado e sempre que julgar necessário, solicitar assistência de um profissional. O Girolando OG está à disposição de todos e interessado em conhecer novas maneiras de zelar pela saúde das nossas matrizes.
Abraço a todos!
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